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Representantes de protesto falam em mais de 50 mil nas ruas de Goiânia

Postado Por: Web Rádio Cidade Gospel As sexta-feira, 21 de junho de 2013 | 10:29:00

Milhares de pessoas ocuparam as ruas no Centro de Goiânia, nesta quinta-feira (20), em protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo e por melhorias no Brasil. Os números divergem. Representantes do movimento falam em 50 e até 60 mil, em suas páginas na internet, enquanto a Polícia Militar (PM) estima 20 mil participantes. O branco foi a cor dominante, nas roupas dos manifestantes, nas 10 mil rosas distribuídas pela PM e em balões. Um ato predominantemente pacífico, mas com um incidente registrado em frente à Assembleia Legislativa, onde houve confronto entre jovens e a polícia.
Multidão em Goiânia (Foto: Guilherme Gonçalves/G1)Multidão ocupou a Avenida Goiás, no Centro da 
cidade (Foto: Guilherme Gonçalves/G1)
A cidade viveu um dia histórico. "Foi a maior mobilização das últimas décadas em Goiânia. Só não foi maior que a campanha das Diretas Já, na década de 80", disse ao G1 o presidente do Instituto Goiano de Direito Constitucional (IGDC), Otávio Forte. O advogado, que participou do protesto, acredita que mais de 50 mil pessoas se reuniram no centro da capital."Acho que houve um equívoco na contagem da polícia. Os manifestantes encheram a Avenida Goiás, a Praça Cívica, as avenidas adjacentes e parte da Av. 85", enumera.

Para Otávio Forte, tamanha mobilização se dá por um sentimento comum na sociedade: "Vai muito além da redução de tarifas. É a exaustão da corrupção do nosso país. A população chegou a um ponto de não suportar mais tamanho desvio em todas as esferas do poder público".
O goianiense demonstrou uma certa ansiedade pelo protesto. A concentração estava marcada para começar às 17h, na Praça do Bandeirante. Mas às 14h, a estátua de Bartolomeu Bueno da Silva já estava rodeada por ativistas, no Cruzamento das avenidas Anhanguera e Goiás.
Um manifestante até tentou escalar o Monumento do Bandeirante, mas foi vaiado pelos demais (veja vídeo acima). Durante toda a marcha, os participantes revezavam, entre as tradicionais palavras de ordem "o povo, unido, jamais será vencido", os gritos "sem vandalismo" e "sem violência".
Reivindicações
Na pauta dos organizadores do protesto, nas redes sociais, o foco era o transporte coletivo. Entre as principais bandeiras estavam a tarifa zero e o ressarcimento dos usuários pelo pagamento indevido durante as semanas em que vigorou o aumento de R$ 3.
Mas as pessoas ocuparam o centro da capital por diversos motivos. "Estou aqui porque há muita coisa errado no Brasil, principalmente nas nossas leis", disse a comerciante Danielle Diniz", 34 anos.
Nas faixas se via comemoração pela suspensão do aumento (passagem será mantida a R$ 2,70); não à corrupção; críticas ao governador Marconi Perillo (PSDB); à presidente Dilma Rousseff (PT); à repressão da polícia; pedidos de mais verbas para a saúde e educação; não à PEC 37; contra a proposta apelidada de "cura gay", do pastor Marco Feliciano; entre outros. Uma frase bastante comum nos cartazes resumia a essência do movimento: "Não é por centavos, é por direitos".
Empresária e estágiária protestam juntas contra a corrupção e preço da tarifa de ônibus (Foto: Gabriela Lima / G1)Colegas de trabalho, Cléia e Ana Círia protestam
juntas (Foto: Gabriela Lima / G1)
A estudante Flávia Provesi, 20 anos, se manifestava por mais atenção à educação. "Para o país seguir em frente, tem que ter educação", explicou. A amiga Sayanne Kevylen Diniz, 18 anos se dizia revoltada com o descaso dos governantes com a população.
Colegas de trabalho, a administradora Cléia Medeiros, 46 anos, e estagiária Ana Círia Lemes, 16 anos, protestavam juntas. Cléia pedia um país mais justo. "Eu acredito que só a força do povo pode trazer a mudança, com melhor distribuição de renda e serviços públicos de qualidade", argumentou a administradora. Ana Círia lutava pelo passe livre "Metade do meu salário fica no passe escolar", reclamou a estudante.
Trajetos
Por volta das 17h30, os manifestantes desceram a Av. Goiás, passaram pela Av. Paranaíba e subiram a Av. Tocantins para retornar à Praça Cívica. Às 19h, houve uma grande concentração em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede do governo estadual.
Protesto em Goiânia (Foto: Gabriela Lima/G1)Manifestantes lotaram anéis externos da Praça Cívica e várias ruas adjacentes (Foto: Gabriela Lima/G1)
Com a aglomeração na porta do Palácio, a Polícia Militar reforçou o cordão de isolamento em frente ao prédio. Um jovem acabou detido porque jogou pedras contra os policiais, ma não houve confronto.
De lá, os manifestantes de dividiram em quatro frentes. Parte subiu a Av. 85 em direção ao Setor Bueno. Um grupo preferiu ir para a porta da Assembleia Legislativa, no Setor Oeste; outro, desceu a Rua 10 em direção à Praça Universitária, no Setor Universitário; o restante permaneceu na porta do Palácio Pedro Ludovico.
Quando os ativista que subiram a Av. 85 chegaram ao Viaduto João Alves de Queiroz, no cruzamento com a Avenida T-63, uma pessoa passou mal e foi socorrida por uma equipe da PM. Um vídeo enviado via VC no G1 pelo internauta Saulo José de Lima Júnior mostra o monumentos em que os policiais chegam de carro para atender o manifestante e recebem aplausos dos presentes (veja vídeo acima).
Na Praça Universitária, o clima era de confraternização. Os jovens descansavam nos bancos e sentavam em rodas nos gramados para conversar. As pessoas que permaneceram na Praça Cívica transformaram as grades do Palácio Pedro Ludovico em um grande mural com os cartazes carregados durante a passeata.
Confronto
O protesto só não foi totalmente pacífico porque houve enfrentamento entre a polícia e alguns manifestantes em frente à Assembleia Legislativa. A confusão começou quando jovens atiram rojões em direção ao prédio. A Tropa de Choque e a cavalaria da PM isolaram a área. os manifestantes gritavam palavras de ordens e chegavam próximos aos militares, e lançaram coquetéis molotov. A polícia revidou com bombas de efeito moral e balas de borracha.
 
Na correria, manifestantes tentaram pular o muro de uma construção, em frente à Assembleia, para fugir da polícia. O muro cedeu. Algumas pessoas se esconderam na construção do edifício, mas foram repelidas pela polícia. Houve novo corre-corre.
Alguns jovens pegaram destroços de concreto do muro quebrado e jogaram contra a polícia. Uma agência bancária ao lado da casa legislativa teve os vidros quebrados.
O clima de tensão durou cerca de uma hora. Manifestantes colocaram fogo em lixeiras e o ar ficou impregnado com cheiro de fumaça e vinagre. Quando a situação se acalmou, a tropa de choque abaixou os escudos e foi aplaudida pelos ativistas.
Segundo a PM, quatro jovens tiveram acabaram no local por arruaça. Eles foram levados ao 1º Distrito Policial (DP). Não há informações de feridos.
protesto em Goiânia (Foto: Gabriela Lima/G1)Ian Bueno, Dener e Milton Jr dizem que torcidas
causaram confronto (Foto: Gabriela Lima/G1)
Estudantes entrevistados pelo G1 disseram que o tumulto foi causado por integrantes de uma torcida organizada de um clube de futebol da capital. "Eles estavam com roupa de torcidas organizadas", relatou o estudante de direito Dener Francisco Alves Coltrin, 20 anos.
"Foi uma minoria que aproveitou o protesto para fazer atos de vandalismo", afirmou o universitário Ian Bueno, 22 anos. Ele cursa história e avalia como o mais importante do ato desta quinta o fato do protesto ter sido unificado em todo o Brasil: "Quero agradecer nossos irmãos dos outros estados pela união".
Segundo a Polícia Militar, houve cinco detenções (uma em frente o Palácio Pedro Ludovico e quatro na Assembleia). Mas representantes do movimento divulgaram, em sua página no Facebook, que oito pessoas foram presas e apenas quatro teriam sido liberadas.
Apesar do incidente em frente à Assembleia Legislativa, no Setor Oeste, a assessoria da PM considerou a manifestação, como um todo, tranquila.
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